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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Um dos glaciares mais importantes do mundo voltou a crescer...

Mäyjo, 27.03.19
Um dos glaciares mais importantes do mundo voltou a crescer... mas não é boa notícia.
Em 2015, o Jakobshavn da Gronelândia perdeu um bloco do tamanho de Manhattan. Agora está a espessar mas será temporário.
Estudo da NASA mostrou inversão temporária.

Há pouco menos de quatro anos, um dos maiores glaciares do mundo, considerado um estandarte do aquecimento global pela sua rápida e assustadora diminuição nas últimas décadas, era notícia por ter perdido em menos de dois dias uma área de gelo do tamanho de Manhattan, Nova Iorque.

A realidade era, e continua a ser, tão assustadora como a sua origem, com vários estudos a provar estar este fenómeno de perda de massas de gelo diretamente relacionado com o aquecimento global e a subida das temperaturas do oceano.

 

No entanto, no dia 25 de março, o mesmo glaciar é notícia, diretamente da NASA, pelos motivos opostos: por ter desacelerado a sua perde de massa. E, mais surpreendente ainda: ter crescido ligeiramente.

Na informação agora partilhada pela Missão Oceans Melting Greenland (OMG) — uma equipa especial que usa navios e aviões para medir como as temperaturas oceânicas afetam as vastas extensões geladas da Gronelândia —, o glaciar Jakobshavn, conhecido na região como Sermeq Kujalle, no lado ocidental central do país, trouxe notícias desconcertantes.

No seu mais recente estudo, o grupo descobriu que, entre 2016 e 2017, a geleira de Jakobshavn cresceu ligeiramente e a taxa de perda de massa desacelerou. As causas para as boas notícias também parecem ser moderadamente positivas: os especialistas atribuem o recente espessamento a um arrefecimento temporário das temperaturas oceânicas na região.

Para se entender a importância deste glaciar, diz a NASA que desde 2000 a Gronelândia perdeu cerca de 730 gigatoneladas de gelo e aproximadamente 30 por cento dessa perda veio do Jakobshavn e de quatro outras geleiras. 

A perda, juntamente com o derretimento da superfície, fez com que a camada de gelo da Gronelândia começasse a perder mais gelo do que aquele que ganha. O Jakobshavn, sozinho, já contribuiu com um milímetro para o aumento do nível do mar entre 2000 e 2011.

Em 2012, o glaciar estava a recuar e perdia quase 40 metros por ano. Mas começou a crescer novamente na mesma proporção nos últimos dois anos. Os cientistas são, no entanto, cautelosos em celebrar e não duvidam que é um facto temporário.

“Foi uma surpresa. Nós habituámo-nos a assistir a um um sistema descontrolado”, disse o pesquisador geológico da Dinamarca e especialista em clima e gelo da Gronelândia, Jason Box, citado pela “ABC News“, dos EUA.

“A boa notícia é que é um lembrete de que [o degelo] não está necessariamente a avançar tão rapidamente como se poderia pensar. Mas ele está a avançar.”

O Jakobshavn.
 

Os seus colegas consideram que as boas notícias, se é que assim se podem chamar, acabam aqui. Defendem que tudo se deve provavelmente a um resfriamento cíclico e natural das águas do Atlântico Norte.

Ala Khazendar, um glaciologista da NASA no projeto Oceans Melting Greenland e um dos autores do documento sobre o aumento do glaciar, garante que tudo isto coincide com o surgimento da Oscilação do Atlântico Norte, um resfriamento temporário de partes do oceano — como um primo distante do El Niño no Pacífico.

“Pense nas temperaturas oceânicas perto da Gronelândia como uma escada rolante que está a subir lentamente, a escada do aquecimento global. Mas a natural oscilação do Atlântico Norte às vezes é como saltar alguns degraus. A água pode ficar mais fria e ter efeitos, mas a longo prazo está a ficar mais quente e o derretimento será pior”, explicou.

À ABC, um outro cientista da Universidade de Washington, Ian Joughin, disse que previu esta mudança há sete anos. E frisou que seria um “grave erro” interpretar estes dados como contraditórios às mudanças climáticas.

O que está a acontecer, explicou, é “em grande parte, uma desaceleração temporária. As desacelerações ocorrem no mercado de ações, mesmo quando estão a subir. É exatamente a mesma coisa”.

Texto de: Patrícia Naves, via nit.pt

UM ARCO-ÍRIS INTERESTELAR

Mäyjo, 14.05.17

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A NASA divulgou uma imagem daquilo que muito bem podia ser um “arco-íris interestelar”. Na verdade trata-se do conjunto dos maiores e mais brilhantes anéis de luz alguma vez vistos de ecos de raios-X de uma estrela de neutrões.

 

Os anéis foram produzidos por uma expansão intensa de uma estrela de neutrões e proporcionaram uma rara oportunidade para calcular a distância desta estrela à Terra. Os anéis de luz foram identificados em torno da Circinus X-1, a estrela de neutrões, que está localizada no plano da Via Láctea e que orbita a par de outra estrela.

Eventualmente, estes pulsos atingiram nuvens de poeira cósmica localizada entre a Circinus X-1 e a Terra, dando origem a “ecos” de luz que foram utilizados pelos astrónomos para calcular com precisão a distância desta estrela de neutrões à Terra.

“Os morcegos utilizam pulsos sonoros para triangular a sua localização. Nós utilizámos os raios-X da Circinus X-1 para saber exactamente onde se localiza”, explica Sebastian Heinz, investigador da NASA e da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, ao Daily Mail. De acordo com os cálculos efetuados, a Circinus X-1 está a 30.700 anos-luz- da Terra.

Os pulsos de raio-X foram emitidos pela estrela de neutrões no final de 2013 e o fenómeno durou aproximadamente dois meses, período durante o qual a estrela se transformou numa das mais poderosas fontes deste tipo de radiação no espaço.

Há 2 anos...

Mäyjo, 03.04.17

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Os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional captaram esta fotografia do sul da Escandinávia, há 2 anos, precisamente no dia 3 de abril de 2015.

Na foto pode-se ver uma aurora verde ao norte, a escuridão do mar Báltico (inferior direito) e as nuvens e a neve na Noruega iluminada pela Lua cheia (canto superior direito).

Imagem cedida pela Nasa.

A TERRA NÃO ESTÁ PRONTA PARA SE DEFENDER DA COLISÃO DE UM ASTERÓIDE

Mäyjo, 17.01.17

meteoro

Um cientista do Centro Espacial Goddard, da NASA, admitiu que em caso de um asteróide de grandes proporções entrar em rota de colisão com a Terra o nosso mundo poderá colapsar.

 

Joseph Nuth, cientista da NASA, não esteve com rodeios. Quando foi interrogado sobre a eventualidade de um asteróide entrar em rota de colisão com a Terra, respondeu que “a Terra sofrerá um evento de extinção e não há nada que possamos fazer”.

Investigador no Centro Espacial Goddard da NASA, no estado de Maryland, E.U.A., Nuth admitiu que ainda não desenvolvemos tecnologia suficiente para enfrentar um fenómeno desse género: “A raça humana não está pronta para um ataque surpresa de um asteroide (…) não há muito que possamos fazer”.

Falando durante a reunião anual da União Geofísica Americana, Joseph Nuth, adiantou que a melhor coisa que podemos fazer para nos proteger é construir um ‘foguete interceptador’ que poderia ser usado – no futuro – para uma missão de deflexão.

O cientista recordou que em 1996 um cometa passou perigosamente perto da Terra e que em 2014 o fenómeno voltou a acontecer. De facto, a possibilidade de uma colisão deste tipo existe, a notícia boa é que a hipótese de ela realmente acontecer, é baixa, dizem os peritos.

Foto: via Creative Commons 

 

NASA DESPEDIU-SE DE 2016 COM A SUPERFOTO DE UMA GALÁXIA DISTANTE

Mäyjo, 06.01.17

A cosmic megamaser

Para acabar o ano em beleza a NASA publicou no seu site a última fotografia tirada pelo telescópio Hubble. Trata-se da imagem da galáxia IRAS 16399-0937, a mais detalhada conseguida até hoje.

 

A galáxia IRAS 16399-0937 está a uma distância de 370 milhões de anos-luz da Terra e, ao contrário da forma em espiral de outras galáxias, tem uma emissão intensa de microondas.

Mas a sua originalidade não fica por aqui: a IRAS 16399-0937 tem também dois núcleos em vez de um, sendo que os dois estão afastados por 11 mil anos-luz. A galáxia compreende também um buraco negro com cem milhões de vezes a massa do nosso Sol e os dois núcleos que a compõem apresentam intensidades diferentes. O que está localizado a sul é muito mais ativo que o encontrado a norte da galáxia, porém os dois interagem através de trocas de poeira cósmica e gás.

Só a extraordinária sensibilidade das lentes do telescópio Hubber tornou possível a captação desta imagem de alta definição.

Foto: Spacetelescope.org